quarta-feira, 23 de março de 2016

Nenhuma mãe tem “leite”quando o seu bebê acaba de nascer!!!


Nenhuma mãe tem “leite”quando
 o seu bebê acaba de nascer!!!

A cada dia que passa, fico mais furiosa com essas maternidade que chegam pra mãe que acabou de parir seu bebê e diz: “Você não tem, ou tem pouco leite!”, vamos precisar dar complemento para ele não morrer de fome.
Escutei mais uma vez isso ontem em uma maternidade conceituada daqui de São Paulo, quando um bebê que havia nascido há apenas 16 horas dormia e quando ia para o seio da mãe, sugava 5 minutos e dormia.
Agora me diz, o que tem de anormal nisso? Qual recém nascido não é assim?
Existem sim, bebês que nascem com mais necessidade de sugar do que outros, mas esperar e respeitar o tempo de cada bebê deveria ser regra!

Produção de leite e prolactina


A produção de leite em grande escala (conhecida “apojadura”) começa de 24 a 48 horas depois que você dá à luz. 

Após a retirada da placenta, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona começam a declinar. O hormônio prolactina, cuja quantidade vinha aumentando durante toda a gestação, é então liberado, para sinalizar ao corpo que é hora de produzir bastante leite. 

Pesquisas indicam que a prolactina é também responsável por uma sensação maior de "maternidade", daí ter sido batizada por alguns especialistas de o hormônio do instinto materno. Em geral, o leite demora mais para "descer" no primeiro filho e quando ocorre uma cesárea programada, fora do trabalho de parto. 

À medida que seu corpo se prepara para a lactação, ele libera mais sangue para a região dos alvéolos, deixando os seios firmes e cheios. Vasos sanguíneos meio inchados, combinados com a abundância de leite, podem deixar as mamas temporariamente doloridas, quentes e cheias demais, e provocar um ingurgitamento mamário, porém a própria amamentação ajudará a aliviar o desconforto inicial.
Primeiro desce o colostro

Nos primeiros dias de aleitamento, o bebê será alimentado por uma substância viscosa, meio transparente e rica em proteínas e calorias conhecida como colostro. É possível que nas últimas semanas de gestação você tenha notado o vazamento de gotas deste líquido amarelado (para algumas mulheres isso já ocorre no segundo trimestre). 

Esse precioso líquido é cheio de anticorpos chamados de imunoglobulinas, fortificantes naturais para o sistema imunológico do bebê. O leite materno se transforma no decorrer da amamentação a fim de suprir todas as necessidades da criança. 

Para que o bebê possa mamar, é preciso que o leite "desça" dos alvéolos. O processo funciona assim: o bebê suga o mamilo, o que estimula a hipófise a liberar os hormônios ocitocina e prolactina para a corrente sanguínea. Ao alcançar seu seio, a ocitocina provoca a contração dos pequenos músculos ao redor dos alvéolos cheios de leite. O líquido passa então para os ductos, que o transportam para os ductos que ficam pouco abaixo da aréola do seio. Ao sugar, o bebê faz com que o leite dos ductos chegue à sua boca. 

Nos primeiros dias de amamentação, talvez você sinta alguma contração no abdome, na forma de cólicas, bem na hora em que o bebê estiver mamando. A sensação sinaliza a liberação da ocitocina, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal (esse mesmo hormônio provocou a contração do útero durante o trabalho de parto). 

Também pode ser que junto com a contração venha um fluxo vaginal mais intenso de sangue, portanto capriche no absorvente. Essas cólicas são mais intensas a partir do segundo filho, e em alguns lugares do Brasil são chamadas até de "dor de parto". 

Um outro sinal é que você poderá se sentir calma, satisfeita e alegre ao amamentar. A ocitocina é, afinal, conhecida como o hormônio do amor! 

Com o aumento do fluxo de leite, é possível que você também sinta formigamento, queimação ou ardor nos seios. É fundamental estar tranquila durante a amamentação para que o leite desça com facilidade. 

Muitas mulheres comparam o aleitamento ao aprendizado de andar de bicicleta: pode ser complicado no começo, mas, quando você pega o jeito, fica parecendo impossível que um dia não tenho sabido fazer. 

Lembre-se de investir no repouso e na hidratação, e não use sutiãs muito apertados, para que seu peito possa se encher de leite.

Simone Nascimento - enfa obstetra

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Parto domiciliar planejado - PDP


discussão sobre o local de parto deve se pautar, essencialmente, em dois níveis: respeito à autonomia e ao protagonismo feminino, uma vez que a escolha do local de parto é um direito reprodutivo básico; e reconhecimento e adequada interpretação das evidências comparando partos domiciliares planejados e partos hospitalares em gestantes de baixo risco. 

Não se compreende mais na atualidade o processo de tomada de decisão baseado exclusivamente nas concepções e na experiência do prestador de cuidado, uma vez que, por definição, Medicina Baseada em Evidências consiste na integração harmoniosa da experiência clínica individual com as melhores evidências científicas correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes.

O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.

Estuda, Melania, estuda!



sábado, 21 de junho de 2014

Natus DX™ - Teste do Pezinho Premium


 

 

Este exame permite analisar mais de 600 doenças genéticas, possibilitando identificar precocemente doenças que não se manifestam antes dos primeiros dias ou anos de vida e podem causar lesões irreversíveis ao bebê, como retardo mental e alterações no desenvolvimento neuropsicomotor.

 

 

Esta análise é uma triagem (screening) em que além das doenças, cobertas pelo teste do pezinho tradicional (Fenilcetonúria, Hipertieroidismo Congênito, Hiperplasia Adrenal Congênita, Anemia Falciforme, Fibrose Cística e Deficiência de Biotinidase), também são analisadas doenças como: Erros Inatos do Metabolismo, Retardo Mental, Hemoglobinopatias, Deficiência de Metabolismo de Drogas, vários tipos de síndromes genéticas, Surdez, Cardiomiopatias, entre outras.

Muitas dessas doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnosticadas antes mesmo de manifestar os primeiros sintomas.

Vale esclarecer que o screening de mais de 600 doenças, não significa que serão encontradas várias enfermidades, levando os pais a uma situação de desconforto quanto ao exame. De fato as doenças cobertas pelo teste são, em sua maioria, raras. O importante é detectar a doença em estágio inicial, enquanto o bebê ainda é recém-nascido, para que os melhores tratamentos sejam adotados, bem como prevenir possíveis sequelas e sintomas.

Para realizar o exame:

O exame é realizado através da análise de amostras de sangue (gotinhas) coletadas através de um único furinho no calcanhar do bebê, por isso é chamado "Teste do Pezinho".

O procedimento é simples e não traz nenhum risco à criança.
Indicação:

Este teste é indicado para todos os recém-nascidos a partir do 2º dia até o 7º dia de vida, que já tenha iniciado alimentação láctea e de preferência antes de completar um mês.

Ao todo são analisados 552 genes.


Os cuidados com o bebê começam agora.

Para saber mais detalhes sobre os genes analisados e as doenças pesquisadas, acesse o site: 


ou ligue: (11) 9 9944.1727 - Simone Nascimento

Simone Nascimento, enfermeira obstetra

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Natus™ - Teste de DNA Fetal Não-Invasivo



Um exame 100% seguro para a saúde da mãe e do bebê.

Natus™ é uma triagem realizada durante a gestação, cujo objetivo é avaliar o risco alto ou baixo do bebê apresentar alguma anomalia genética nos cromossomos 13, 18, 21, X e Y, cujas alterações estão associadas com perdas gestacionais e nascimento de crianças afetadas por síndromes genéticas.

Como funciona o teste?
Durante a gestação, alguns fragmentos de DNA do bebê caem na corrente sanguínea da mãe. Este DNA é organizado de maneira a formar os cromossomos que carregam as informações genéticas. Natus™ analisa esses fragmentos no sangue materno a partir da 9ª semana de gestação, verificando certas condições dos cromossomos que podem comprometer a saúde do bebê.
O maior benefício do teste é evitar passar desnecessariamente por métodos de diagnósticos invasivos em que a gestação pode ser interrompida (ex: amniocentese para análise de cariótipo).

As síndromes genéticas analisadas são:
 
Síndrome de Down
Também chamada de Trissomia do 21, é causada pela presença de uma cópia extra ou parcial do cromossomo 21. Além da deficiência intelectual, crianças acometidas pela doença podem apresentar defeitos cardíacos ou em outros órgãos, podendo exigir intervenção cirúrgica ou tratamento médico. 

Síndrome de Edwards
Conhecida também por Trissomia do 18, é uma doença caracterizada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 18. A maioria dos bebês com esta anomalia cromossômica possuem vários defeitos congênitos graves, principalmente no coração. As manifestações incluem retardo mental e atraso no crescimento. Por isso, os abortos ou natimortos são frequentes; e a sobrevida pós-natal é muito baixa.

Síndrome de Patau
Trissomia do 13, como também é conhecida, é causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 13.Esta doença é caracterizada por manifestações clínicas graves, como defeitos em múltiplos órgãos, malformação de sistema nervoso central, atraso de crescimento e retardo mental acentuado. Os abortos ou natimortos são frequentes; e a metade dos nascidos vivos, morre antes do primeiro mês de vida. 

Síndrome de Turner
Também denominada Monossomia do X é causada pela ausência de uma cópia do cromossomo X. É uma anomalia que afeta apenas meninas. As anomalias típicas desta síndrome são basicamente: baixa estatura, disgenesia gonadal (desenvolvimento irregular das gônadas - ovários), frequentemente, apresentam anomalias renais e cardiovasculares; e problemas auditivos.

Indicações para análise:

• Mulheres gestantes com idade igual ou superior a 35 anos;
• Achados no ultrassom do bebê indicando risco aumentado de aneuploidia (ganho ou perda de material genético);
• Histórico anterior de gestação com trissomia (cromossomo com cópia extra);
• Um dos pais portador de translocação robertsoniana (anomalia cromossômica estrutural), aumentando o risco fetal de trissomia do 13 ou do 21. 

Para maiores informações acesso o site: http://inteligene.med.br/ 
ou ligue: (11) 9 9944.1727 - Simone Nascimento

Simone Nascimento, enfermeira obstetra

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Resguardo, quarentena, puerpério



Puerpério 

(quarentena / resguardo – nomes populares) é o nome dado à fase pós-parto, um período de seis a oito semanas, onde os órgãos reprodutivos voltam totalmente ao seu estado normal, como o útero, que durante a gestação cresce 50 vezes o seu tamanho e precisa desse tempo para se recuperar. Trata-se de um momento emocionalmente delicado frente à necessidade de cuidar do bebê, em que o receio do novo pode causar insegurança. Daí a necessidade de compreensão e apoio do companheiro e da família.

 Após o parto, o útero vai se contrair para ajudar no controle do sangramento decorrente da saída da placenta. Independentemente do tipo de parto, sempre há perda de sangue, o que pode causar quedas de pressão arterial e sensação de tontura nos primeiros dias. Nos primeiros dias, esse sangramento será pouco mais intenso que uma menstruação e, progressivamente, vai reduzir até ficar algo semelhante a um corrimento por até 40 dias. Esse sangramento é chamado de loquiação (lóquios). 

 As contrações do útero serão percebidas como cólicas, de leve intensidade, mais evidentes no momento da amamentação. 

 As mamas aumentam de volume, como parte do processo de produção do leite. 

 Outra coisa comum é o aumento do edema (inchaço) das pernas nos primeiros dias que se seguem ao parto, o que pode ser controlado com meias-elásticas e drenagem linfática.

 As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos; a mamãe precisa descansar. Dormir é essencial para evitar cansaço e irritação. Isso não quer dizer que necessite ficar deitada a quarentena inteira. Os exercícios que a mulher faz para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal – depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior.

Carregar peso, como o filhote mais velho, deve ser evitado pelo menos nos primeiros 30 dias.

Alimentação

A mãe deve optar por alimentos leves e de fácil digestão, com ingestão de líquidos para ajudar na produção do leite. Excesso de gordura e de açúcar não é benéfico, e está relacionado ao aumento de cólicas no bebê. 

A obstipação intestinal, comum durante a gestação, pode se acentuar nos primeiros dias depois do parto. Hidratação adequada, dieta rica em fibras, vegetais e frutas - como mamão e ameixa - auxiliam no retorno das funções intestinais. A formação de gases pode ser controlada com medicamentos, assim como podem ser utilizados laxativos. Também se houver necessidade, a equipe médica orientará a utilização de complementos vitamínicos. 

 Atividade sexual

Fisicamente, o processo cicatricial demanda cerca de 30 dias e este prazo deve ser respeitado, sem atividade sexual, para se evitar dor e comprometimento das cicatrizes. Além disto, os níveis hormonais mais baixos determinam menor lubrificação vaginal e baixa libido, assim como o cansaço físico das atividades maternas. 

Desta forma, o reinício da vida sexual deverá ser realizado com cuidado e no momento em que a mulher acreditar ser apropriado. O uso de lubrificantes íntimos poderá ser necessário. Apesar de o aleitamento materno reduzir a fertilidade é possível engravidar neste período. Assim, é recomendável a utilização de método contraceptivo, conforme a orientação do médico. 

Mais uma verdade: a mulher poderá lavar o cabelo logo após o parto! Outra verdade é que o cabelo cai devido à alteração da taxa de alguns hormônios da mulher nessa fase. Fique tranquila, é algo passageiro. Respeitando as transformações do seu corpo, o puerpério passará sem maiores transtornos e preocupações. E pensar que o papai não sofre nada disso... 

Cuidados - A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Exercícios físicos são proibidos. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.


Simone Nascimento, enfermeira obstetra

quinta-feira, 27 de março de 2014

Você sabe o que é a loquiação?

A loquiação é a perda de sangue pela vagina que ocorre após o parto. Não é menstruação e  sim um sangramento do local onde estava implantada a placenta dentro do útero. 

Inicialmente a secreção é sanguinolenta e seu aspecto vai mudando, ou seja, vai se tornando amarronzado, bege até desaparecer complemente, como um final de menstruação, o que normalmente ocorre por volta da 4ª a semana após o parto. Quando a mulher passou por uma cesariana, esse sangramento costuma ser menos intenso e durar menos tempo, já em um pós parto vaginal, a loquiação é mais intensa e longa. Se o sangramento persistir após este período de 6 semanas é importante procurar o profissional que está fazendo o seu acompanhamento de pós parto.

Existe também uma outra situação pouco comum, o hematométrio. Isso ocorre quando os lóquios uterinos não são devidamente evacuados através do colo uterino e da vagina, por uma obstrução mecânica ou por processos que ocluem o colo (estenose cervical secundária a procedimentos cirúrgicos, fibromas cervicais, restos placentários). Quando isso ocorre, a mulher não apresentará nenhum sangramento vaginal e ainda terá como queixa dor abdominal intensa e um útero com volume maior do que o esperado no pós parto. Caso isso ocorra, seu médico deverá ser alertado imediatamente.


Outra situação comum, é durante a amamentação, nos primeiros dias, a mulher sentir cólicas. Isso se deve às contrações uterinas estimuladas pela ocitocina liberada durante a amamentação, e que ajuda o útero a se contrair mais rapidamente, diminuindo também o volume do sangramento.

Esse é um dos grandes motivos para o incentivo da amamentação ainda em sala de parto. Além de iniciarmos o vínculo mamãe e bebê, reduzimos as chances da mulher ter uma hemorragia no pós parto e aceleramos a produção do leite materno.

Simone Nascimento, enfermeira obstetra

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Avós influenciam na amamentação?

Na melhor das intenções, mas muitas vezes com informações das décadas de 1960 ou 1970 em mente, as avós de crianças recém-nascidas acabam recomendando às suas filhas ou noras que passem a dar outro tipo de leite e até mesmo água ou chá para os bebês. Isso, muitas vezes, leva a resultados negativos para a alimentação da criança.

Estudo publicado (Rev. Saúde Pública v.39 n.2 São Paulo abr. 2005) na revista da USP, mostra que o problema não deve ser desprezado. Na conclusão do estudo, realizado com 601 mães que deram à luz no Hospital Universitário de Porto Alegre, os pesquisadores apontam que as avós podem influenciar negativamente na amamentação.

De acordo com a pesquisa, a causa de grande parte das crianças ter parado de tomar exclusivamente leite materno durante o primeiro mês de vida está na influência das avós. O artigo assinado pela médica Lulie Susen, da Fundação Universidade do Rio Grande (Furg), e colaboradoras, mostra que, entre as avós maternas, 53,2% indicaram água ou chá para os netos e 86,8% outro tipo de leite. No casos das sogras, as taxas ficaram em 67,4% e 70,5%.

“É necessário cautela na generalização dos resultados dessa pesquisa”, adverte Lulie no artigo. A amostra estudada, explica a pediatra, provavelmente representa a população urbana brasileira de menor poder aquisitivo, em que é bastante comum as avós estarem próximas na época do nascimento de uma nova criança na família. “Em outras populações, a influência exercida pelas avós pode ser diferente da encontrada nesse estudo”, conta.

“A informação correta é um divisor de águas, pois quanto mais bem informadas estiverem as mães e as avós, maior é a chance de sucesso no aleitamento materno”, disse Lulie à Agência FAPESP. Para a pesquisadora, um maior conhecimento sobre o assunto pode estimular as mães a amamentarem mais, pois elas saberão as vantagens do aleitamento para a saúde de seu filho, para a sua própria saúde, para a família e a sociedade como um todo.

As avós, que no caso brasileiro estão muito presentes, querem ajudar, mas, segundo a pesquisadora da Furg, existem muitas informações desatualizadas. “Há muitos mitos e tabus em relação ao aleitamento materno, passados de geração a geração, e só um conhecimento real, técnico é que poderá sobrepor isso tudo.”

Como forma de resolver o problema, analisado pela primeira vez de forma mais direta no Brasil, a saída, explica Lulie, é apenas uma: ampliar o número de campanhas de esclarecimento. “Muitas avós tiveram experiências negativas com o aleitamento, até porque elas se tornaram mães em um período em que o aleitamento não era incentivado dessa forma. Consideramos que a avó seja uma figura muito importante e deva ser inserida dentro de programas de promoção do aleitamento materno, ao lado das próprias mães”, explica.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Devo coletar o sangue do cordão umbilical?


"Devo coletar o sangue do cordão umbilical? Não, você não deve. (...) O sangue do cordão umbilical deve pulsar inteiramente para o recém-nascido, porque é dele. Ele fornece o aporte de ferro necessário para o primeiro ano do bebê, uma vez que o leite materno não é rico nesse mineral (motivo pelos quais os pediatras indicam suplemento de ferro a partir do sexto mês). Sério, o bebê recebe entre 20 e 40ml a mais de sangue, o que representa 30 a 35mg a mais de ferro.

O bebê é oxigenado através do cordão. O clampeamento imediato do cordão equivale a um instante de sufocamento, pois o bebê para, repentinamente, de receber oxigênio. E para bebês com dificuldades respiratórias nos primeiros instantes, esse oxigênio do cordão é extremamente representativo e pode evitar potenciais danos cerebrais e morte.

Não existem estudos que comprovem aspectos negativos do clampeamento tardio. Nenhum. Zero. Nada. Não aumenta o risco de icterícia, não aumenta a bilirrubina, nada disso é comprovado. No entanto…

…em caso de emergências, o clampeamento deve ser imediato. É necessária a remoção do bebê para procedimentos de emergência. E mesmo esse procedimento de remoção e clampeamento imediato pode estar com os dias contados, vê só. Um obstetra britânico ajudou a inventar um equipamento chamado de BASICS trolley. É um carrinho que fica ao lado do leito da mãe, que contém um ressucitador, água e aquecedor, e permite que os cuidados de emergência neonatais imediatos podem ser feitos nesse carrinho, ao lado da mãe, sem o clampeamento do cordão. Ele ganhou prêmios e está aos poucos sendo introduzidos nos hospitais do Reino Unido, local onde os obstetras já incluíram nas guidelines: nada de clampeamento imediato.

E como se não bastasse isso, a própria Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou uma nota dizendo basicamente que esses serviços de coleta e armazenamento privativos do cordão umbilical são… bem… charlatanismo. E deveriam ser ilegais. Já são em diversos países da União Européia, e preocupa tanto a Anvisa que eles vão lançar uma cartilha informando os reais benefícios do armazenamento privativo de sangue do cordão. (...)"


Veja bem, o site de um laboratório que coleta e armazena células-tronco diz que:
Muitos destes estudos apresentaram resultados promissores em doenças como Diabetes, AVC, Epilepsia, Lupus, Artrites entre outras, além de estudos em recuperação de tecidos danificados em acidentes, como paraplegia, recuperação de queimados, etc.
Viva! Quantas coisas! Mas aí o site do Instituto Nacional de Câncer joga um balde de água fria:
O sangue do cordão é uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea e este é o único uso deste material atualmente. O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações).
Opa. Leucemia? Eu li sobre isso na nota da ABHH, olha lá:
A leucemia, por exemplo, principal causa de câncer em crianças, é a mais citada como argumentação dos bancos privados junto aos pais, como forma de prevenção à saúde. Mas a utilização do próprio sangue de cordão para o transplante desta criança será inútil. Trabalhos na literatura médica demonstram que a carga genética para a leucemia já se encontra presente desde o nascimento e pode ser detectada já no teste do pezinho.
Então você vai pagar entre R$3.500 e R$6.000 pra coletar as células-tronco do seu bebê, e mais R$600 a R$1.000 reais por ano pra armazená-las, e, se porventura um dia vier a precisar delas, basicamente… não vai poder usá-las.
Mas digamos que você está em um local onde o clampeamento precoce do cordão é regra, como… a maioria dos hospitais brasileiros. Em hospitais públicos, principalmente, a flexibilidade dessas regras é de zero a nula. Então você acha que seria bacana guardar as células-tronco do cordão. Pra isso, existe a Brasilcord, uma rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical. Públicos, isso mesmo. Significa que você não tem autonomia sobre o uso do sangue da sua criança, mas assim como alguém pode usá-lo, você (ou ele) podem precisar das células-tronco de outro alguém. E é de lá que virá. Naquele link do INCA que eu coloquei acima, eles explicam exatamente como funciona a coleta e a doação para a Brasilcord. E nesse link, estão os endereços dos bancos de sangue umbilical e placentário do país.
Você, levou isso em consideração no seu plano de parto?


Por Fernanda Café para o Vila Mamífera, o Portal da Maternidade Ativa

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Você conhece o EPI-NO?

Se você não é ginecologista, nem fisioterapeuta, muito menos enfermeira obstetra e principalmente nunca pensou em um parto humanizado, você não deve saber mesmo!

Mas independente de tudo isso, se você é mulher, é muito bom conhecê-lo, afinal, nós temos uma musculatura muito requisitada durante toda a nossa vida e que esquecemos de exercitá-la, nosso assoalho pélvico. 


Este interessante aparelho alemão tem ajudado mulheres a evitar lacerações do períneo durante o parto. Ele serve tanto para fortalecer a musculatura do períneo, ajudando a evitar a incontinência urinária como para alongar a musculatura e prepará-la para o parto, e ainda treinar a expulsão do bebê. Também pode ser usado no pós-parto para o fortalecimento da musculatura pélvica.

Ele deve ser utilizado a partir de 34 semanas de gestação. O ideal é que seja utilizado todos os dias, para que se consiga um alongamento progressivo da musculatura do períneo.


Antes de iniciar o alongamento do períneo é possível trabalhar algumas contrações para o fortalecimento e consciência perineal, em seguida se infla um pouco mais para promover o alongamento da musculatura, mantendo por alguns minutos e então, com ele inflado se faz a expulsão, treinando assim para o momento do parto. 



EPI-NOdispositivo para exercícios da musculatura do assoalho pélvico

Epi-No está indicado para tonificar e fortalecer, através de exercícios, a musculatura do assoalho pélvico para o parto e no pós-parto; e fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e períneo, através de exercícios e distensão, prevenindo assim problemas futuros relacionados ao relaxamento desta musculatura, tais como cistocele e incontinência urinária, rompimento do períneo, dentre outras.

Ele é indicado não somente para mulheres que desejam um parto vaginal, mas para todas as mulheres pois ajuda na prevenção de problemas uro-ginecológicos.

Deve ser usado sob orientação médica e com o auxílio de um fisioterapeuta.

Características e benefícios:
Epi-No consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar. O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback)
Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes.


Vantagens para o parto vaginal:
Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia durante o parto.
 Como o períneo permanecerá ileso, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto.


  • Autonomia e fácil manuseio: a mulher monitora seu próprio treinamento e, através do medidor de pressão – biofeedback, acompanha a evolução dos resultados;
 
  • Incentiva o auto-cuidado e fortalece a auto-estima, pois desperta na mulher a responsabilidade em prevenir problemas uro-ginecológicos futuros;
 
  • Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto.
 
  • Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade.

**EPI-NO deve ser usado sob indicação médica e de preferência com o auxílio de um fisioterapeuta.

Simone Nascimento, enfermeira obstetra
Mais informações, acesse: