terça-feira, 25 de setembro de 2012

Grávida pode viajar de avião?


Uma das principais dúvidas sobre o período gestacional é com relação a viagens, principalmente quando é necessário ir de avião. Mas as futuras mamães podem ficar descansadas. Viajar faz bem e não há contra-indicação, desde que não seja uma gravidez de risco e desde que sejam respeitadas as exigências de cada estágio da gravidez.
No período da gestação o corpo da mamãe está passando por diversas mudanças, o que requer cuidados especiais. Antes de qualquer viagem é fundamental uma consulta com o obstetra que avaliará o estado físico da futura mamãe, bem como do bebê. Em geral não é recomendada uma viagem de longa duração, mas se for inevitável, é importante que a mamãe não permaneça na mesma posição por muito tempo, levantando-se da poltrona com freqüência para ativar a circulação sanguínea. Se durante o primeiro trimestre houver uma grande incidência de enjôos, pode ser difícil enfrentar um vôo de longa duração. Neste período ainda há riscos de aborto espontâneo, por isso a consulta com o obstetra é tão importante. O segundo trimestre geralmente é a melhor época para viajar, pois é um momento em que o período de enjôos já passou e as chances de um aborto espontâneo são mínimas. Viajar durante o terceiro trimestre de gravidez também é seguro desde que não haja complicações médicas e que a data do parto não esteja próxima. Neste estágio, a maioria das companhias aéreas solicitam uma autorização médica por escrito e até acompanhamento médico durante o 9º mês.
A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) exige atestado médico, de acordo com o mês de gestação. Até o 6° mês não há a necessidade do atestado, já no 7°, é preciso apresentar um atestado simples, autorizando a viagem aérea na data específica. A partir do 8° mês o atestado deve ser completo, onde deve constar a autorização de viagem, origem, destino, duração do vôo e data. O atestado tem validade de 30 dias e na sua ausência, a partir do 6° mês, faz-se imprescindível a acompanhamento de um médico durante toda a viagem.

Cias aéreas – Além das exigências da ANAC, é importante conferir as regras da companhia aérea com a qual a mamãe irá viajar. Cada uma tem suas normas e é importante verificar com antecedência. Veja o que é necessário para as principais cias aéreas brasileiras:

EMBARQUE DE GESTANTES: CUIDADO REDOBRADO
VOANDO TAM

Nossa maior preocupação é com a segurança de nossos clientes. E sabemos que é preciso ter cuidado em dobro quando as nossas passageiras são gestantes. Assim, exigimos uma série de documentos para assegurar uma viagem tranquila para as futuras mamães.As gestantes acima de 28 semanas (ou 7 meses) devem apresentar um relatório médico do seu obstetra no momento do check-in, atestando que possui condições clínicas adequadas para viagens aéreas. O relatório também deve informar a origem, destino e datas de saída e chegada dos voos, além da estimativa de nascimento do bebê.
As gestantes que precisarem viajar no último mês de gravidez, com 36 semanas (ou 9 meses) ou com complicações (em qualquer idade gestacional), ou ainda caso esteja esperando gêmeos há mais de 32 semanas (8 meses), também devem apresentar relatório médico do obstetra no ato do check-in, informando que a passageira foi examinada e tem condições de viajar de avião.
É necessário, também, preencher um formulário eletrônico MEDIF em até 72 horas antes do voo pelo obstetra da gestante, que deverá ser enviado para o departamento de fila – SAORE, por e-mail tamfila@tam.com.br ou por fax 011 5212-8246, para que seja analisado e autorizado pelo departamento Médico da TAM. O formulário tem validade de 10 dias e você pode clicar aqui para fazer o download.
É bom lembrar que, após o nascimento, o embarque da mãe e do filho será permitido somente após o 8º dia, mediante apresentação de atestado médico.
VIAJANDO GOL
Estou grávida. Posso viajar de avião?
A gravidez tem as suas particularidades, e viajar de avião não foge à regra: seja a trabalho, lazer ou necessidade, grávidas podem sim pegar um avião, mas, respeitando certas normas:
A gravidez não pode ser de risco, a gestante não deve ter pressão alta, e ambos, mãe e bebê, devem estar com boa saúde. Checado anteriormente pelo médico obstetra, nada os impede de voar.
Qual o melhor momento para viajar?
O mais aconselhável e confortável é no segundo trimestre de gravidez, já que as gestantes não sentem mais tantos enjoos, a barriga já aparece, mas não incomoda tanto e nem pesa.
No terceiro trimestre, depois do 8º mês, é aconselhável fazer somente pequenas viagens para perto, dando preferência ao transporte terrestre.
Regras da GOL  para viajar grávida
Cada companhia tem as suas regras, por isso, se informe antes de embarcar.
A gestante sempre tem prioridade, tanto na fila do check-in, com balcão prioritário, quanto no embarque.
Na GOL, a partir da 27ª semana de gestação (6 meses), a grávida deve preencher umaDeclaração de Responsabilidade no check-in, fornecida pela companhia, e viajar com uma cópia dessa Declaração.
Entre a 28ª e 35ª semana de gestação (7 a 8 meses), essa mesma Declaração é preenchida, e a grávida também precisa apresentar um Atestado Médico, autorizando a viagem em avião de Cabine Pressurizada. Dica: peça ao seu obstetra vários atestados – eles serão necessários tanto na ida, quanto na volta e, caso seja um trajeto com mudanças de companhias aéreas, pode ser que algumas delas fiquem com o atestado. Tire uma cópia para deixá-la com a companhia aérea.
Se você precisar viajar de avião além desse prazo, entre a 36ª e 39ª semana de gestação (9 meses incompletos), isso só pode ser feito na companhia do médico responsável! E depois das 40 semanas (9 meses completos), a grávida não pode mais embarcar, exceto se acompanhada pelo médico obstetra.
Há uma semana de ter a minha segunda filha e como boa viajante inveterada que sou, viajei com a GOL para o Nordeste, aos 4 meses de gravidez. Aos 6 meses, fui para Buenos Aires. Os destinos são excelentes para uma Babymoon, uma nova Lua de Mel antes do bebê nascer! Lugares perfeitos para descansar, relaxar, curtir as férias e que não exigem muitas horas de voo!”, conta Guibert.
Dicas para uma viagem de avião mais confortável:
- Peça um lugar onde possa esticar as pernas (primeira fila logo após a executiva);
- Caso seja daquelas grávidas que vão muito ao banheiro, tente ficar no corredor;
- Leve meias elásticas com alguma compressão. Levante e ande de vez em quando para ativar a circulação sanguínea e evitar inchaço e também para evitar o aparecimento de varizes e trombose, já que no avião os riscos são maiores;
-  Beba bastante água para se hidratar e conter os efeitos do ar seco do avião;
- Coloque roupas bem confortáveis para não se sentir apertada. A posição sentada durante horas já é bastante incômoda.
- Não se esqueça de levar umas barras de cereais, biscoitos, alguma fruta…o avião pode atrasar ou pode bater uma fominha de grávida no meio do voo!
- E claro, fale com o seu médico sobre os riscos, os medicamentos a tomar caso sejam necessários, e ande com os atestados e telefones de contato!
Com estas precauções, com certeza fará uma viagem única e romântica! Garanto que as lembranças da viagem se tornam ainda mais especiais!

VOE VARIG

Para gestantes de até 6 meses deverá ser preenchido o "Termo de Responsabilidade" em 2 vias, disponível nos aeroportos. Basta procurar um funcionário VARIG antes do embarque. A partir do 7º mês (28 a 32 semanas) Gestantes só poderão embarcar mediante apresentação de Atestado Médico. Quando identificado a gravidez gemelar, a gestante só poderá embarcar mediante Atestado Médico. Acima de 32 semanas (8 meses) só poderão ser embarcadas com Acompanhamento Médico (a bordo).
Não é recomendada viagem aérea para grávidas durante os 7 dias que antecedem a data prevista do parto e durante os 7 dias posteriores ao parto. Recém nascidos só poderão ser transportados após uma semana de vida.

Sempre que ocorrerem dúvidas, entrem em contato com a CIA aérea da qual pretendem viajar, pois cada CIA tem suas particularidades e exigências.

No mais, BOA VIAGEM!!!

Simone Nascimento, enfermeira obstetra

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ácido fólico na gravidez: seu nenê precisa


Toda mulher que deseja ter um filho precisa redobrar a atenção para a sua alimentação e hábitos. Os cuidados com a gravidez devem ser tomados antes mesmo da mamãe estar grávida. Um bom planejamento para os próximos nove meses diminui, e muito, as chances de alguma alteração congênita no bebê.
Portanto, saber o que comer neste período é fundamental. Digo isso porque toda futura mamãe precisa guardar esse nome na agenda: Ácido Fólico, que é uma vitamina do complexo B presente no espinafre, aspargo, brócolis, vegetais de folhas verde-escuras, fígado, frutas cítricas e gema de ovo.
A deficiência de ácido fólico na alimentação da mamãe pode causar uma má-formação do tubo neural do bebê que está começando o seu crescimento e desenvolvimento dentro da barriga.
O tubo neural é formado logo no primeiro mês da gestação e é o sistema nervoso primitivo do feto. Ele se desenvolverá para a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê.
Pois bem. Sem o ácido fólico o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia, quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento, ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa seqüelas de graus variados.
Estudos mostram que a ingestão de ácido fólico três meses antes de a mulher engravidar e três meses depois da fecundação previne em mais da metade as chances do bebê vir a apresentar alterações do tubo neural.
Essa deficiência é um dos problemas que podem ser evitados antes mesmo do início da gravidez.
Lembrete - Não adiante ingerir a vitamina quando a mamãe descobre que está grávida. Normalmente quando se descobre a gestação, o tubo neural já se formou e não há mais tempo do ácido fólico agir.
Uma mamãe bem atenta e cuidadosa, que consulta seu médico antes de engravidar e recebe todas as orientações do pré-natal, pode reduzir os riscos do seu bebê nascer com algum tipo de problema.
Reforço de ácido fólico - Por vezes, só a alimentação não oferece a quantidade suficiente de ácido fólico que a mulher precisa ingerir diariamente, pois o cozimento dos alimentos diminui a ação da vitamina. Os médicos recomendam uma suplementação para que a dose recomendada de ácido fólico seja ingerida pela futura mamãe.
A quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde e defendida pelos médicos é de 0,4 miligrama por dia de ácido fólico para a prevenção de ocorrência dos defeitos do tubo neural. As mamães que já tiveram um filho com algum tipo de alteração do tubo neural merecem dose extra de ingestão dessa vitamina.
O ácido fólico previne outras alterações também como doenças do coração, do trato urinário e fissura lábio-palatina. Para a mamãe, a vitamina traz benefícios como prevenir doenças cardíacas, certos tipos de câncer e anemia.
A prevenção é o melhor caminho. Planejar uma gravidez é um ato de amor que você, futura mamãe, faz para que o seu “quase” bebê possa crescer e se desenvolver de forma adequada.
Dicas
Antes de tomar qualquer medicação consulte seu médico.
Se já tem histórico na família de defeito no tubo neural, além do ácido fólico, é recomendado o aconselhamento genético antes da gravidez.
Uma alimentação saudável e balanceada é sempre um bom começo para qualquer gestação.


Simone Nascimento, enfermeira obstetra
Fonte: Bruno Rodrigues - guia do bebê uol